Teresina - PI
março 20, 2026 00:57

“Apanhei por mais de 10 minutos”, diz médico acusado de agressão; família de paciente contesta versão

Jack Seed

19/03/2026

as 21:50

Uma confusão registrada dentro de um hospital na zona Norte de Teresina, nesta tarde de quinta-feira (18), terminou na Central de Flagrantes. Ambas as partes do ocorrido conversaram com o Portal RP50.

De um lado, a advogada do profissional de saúde, Lenara Aragão, afirmou que o médico teria sido vítima de agressão dentro do consultório. Segundo ela, a paciente se irritou após ser informada de que não seria possível avaliar corretamente um exame de ressonância magnética sem as imagens (películas), apenas com o laudo.

“Não dá para a gente dar um diagnóstico, principalmente com indicação cirúrgica, sem a película. A paciente se revoltou, perdeu o controle e passou a agredir o médico, jogando objetos e atingindo ele fisicamente”, afirmou.

Ainda de acordo com a advogada, o profissional teria sofrido agressões por vários minutos e reagiu apenas para se defender.

“Ele foi agredido dentro do consultório, com cadeiras, mesa e outros objetos. Em determinado momento, tentou apenas se proteger e sair da situação”, completou.

O próprio médico relatou momentos de tensão durante o atendimento e afirmou que foi surpreendido pela reação da paciente.

“Ela se revoltou dentro da sala, quebrou objetos, jogou mesa, cadeira e passou a me agredir fisicamente”, disse.

Ele também negou ter iniciado qualquer tipo de agressão e afirmou que apenas reagiu para se defender.

“Eu apanhei por cerca de 10 minutos dentro do consultório. Quando consegui sair, foi para me defender, não para agredir”, declarou.

Ainda de acordo com o profissional, a exigência das imagens do exame fazia parte do procedimento padrão para garantir um diagnóstico seguro.

“Não dá para dar um diagnóstico, principalmente cirúrgico, apenas com o laudo. É necessário analisar as imagens”, explicou.

Por outro lado, familiares da paciente contestam essa versão e acusam o médico de ter iniciado as agressões. Um parente da mulher afirmou que ela apenas tentou explicar que o exame disponível era o único que possuía, momento em que o profissional teria se exaltado.

“Ela tentou explicar a situação, mas ele se alterou. Em nenhum momento ela partiu para cima dele. Pelo contrário, ela foi agredida”, disse.

Segundo o relato, a paciente apresentaria marcas no pescoço, o que, para a família, indicaria agressão física por parte do médico.

“Ela saiu de casa para uma consulta e acabou na delegacia. Vamos buscar justiça, porque a versão apresentada por ele não corresponde à verdade”, afirmou o familiar.

O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes. Ambas as partes devem passar por exames de corpo de delito para comprovar as lesões e esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

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