
A Justiça do Piauí prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de 11 investigados suspeitos de integrar um esquema de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro por meio da empresa DF Trader.
Segundo a investigação, a empresa prometia rendimentos de até 10% ao mês e garantia a devolução integral do dinheiro investido. No entanto, clientes afirmam que deixaram de receber os pagamentos e não conseguiram recuperar os valores. Entre as vítimas citadas no processo, uma relata prejuízo de R$ 445 mil, enquanto outra afirma ter perdido R$ 350 mil.
A Polícia Civil aponta que o grupo era composto por 12 integrantes, cada um com funções específicas, como captação de investidores, atendimento, setor financeiro, operações e publicidade. Douglas Fonseca Araújo é apontado como fundador e líder da organização.
As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas. Conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Douglas Fonseca Araújo movimentou mais de R$ 88,5 milhões em uma conta bancária, enquanto a empresa DF Eixo Capital registrou movimentações superiores a R$ 21 milhões, com operações classificadas como incompatíveis com a atividade declarada.
Outro ponto destacado pela Justiça é que, após a operação, foram registrados mais de 500 boletins de ocorrência em apenas quatro dias, indicando que o número de possíveis vítimas pode ser muito maior do que o identificado. Um dos investigados permanece foragido.
Ao autorizar a prorrogação das prisões, o juiz entendeu que a medida é necessária para permitir a análise dos celulares e demais equipamentos apreendidos, o cruzamento das informações, a identificação da participação de cada suspeito e o rastreamento de recursos que podem estar no exterior.
Os investigados respondem por suspeitas de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.