Teresina - PI
abril 21, 2026 23:41

Conheça 6 editoras-chefes que comandam Portais de Notícias no Piauí

Dia da Mulher - uma homenagem do Portal RP50

O 8 de março, oficializado como Dia Internacional da Mulher pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1977, há 46 anos, carregado de lutas vivenciadas pelas pioneiras dos movimentos femininos é uma bandeira levantada desde o início do século 20, que tem como principal ponto de partida dois grandes fatos. MUNDO Segundo o Estadão, o primeiro deles foi a morte de 123 operárias em uma fábrica de roupas em Nova York (EUA) no ano de 1911. As vítimas que não tinham qualquer escapatória porque eram trancadas durante as horas de trabalho, para que não existissem organizações entre elas, morreram diante de um incêndio. Fato que trouxe à tona a situação insalubre a qual eram submetidas as mulheres no mercado de trabalho. Desencadeando não só a busca por direitos trabalhistas, mas também por respeito e equidade. O segundo foi a Marcha das Mulheres Russas por pão e paz, que marca o início de uma revolução pelo fim de 300 anos de monarquia no país. Com o pedido de melhores condições de vida, as mulheres lutavam no território de São Petersburgo pela saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial. Cercadas de miséria e descriminação, as pioneiras do movimento feminino marchavam mostrando sua força e propagando aos demais países do mundo, as exigências de mudança.  BRASIL No Brasil, as mulheres foram conquistando cada vez mais espaço na sociedade e ocupando funções de chefia em profissões que anteriormente eram predominantemente masculinas. Dentre os principais direitos conquistados recentemente pelas mulheres no país estão: DADOS Atualmente, 15.654 mulheres jornalistas estão empregadas em veículos de comunicação. Apesar de estar na casa dos milhares, o número representa somente 36,98% do mercado da imprensa no país. Isso porque há empregos ativos para 26.678 jornalistas do sexo masculino. Os dados foram colhidos do Workr, plataforma de comunicação corporativa desenvolvida pelo Comunique-se. Os dados são de 2019. Segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em dados coletados no ano de 2021, 91,3% de agressões de gênero registradas por jornalistas, são sofridas por mulheres (cis ou trans), sendo 7,1% destinados aos homens. Além disso, foi também registrado que a maior parte dos insultos foram no meio virtual e que utilizavam como argumento a sexualidade ou a orientação sexual das profissionais. PIAUÍ Embora as mulheres tenham conquistado inúmeros direitos, ainda há muito pelo que lutar e ser feito quando o tema é igualdade, inclusive salarial. Em pleno século XXI, as mulheres continuam sofrendo preconceitos, assédios e sendo desvalorizadas. O Portal RP50 reafirma a valorização da mulher, de sua fundamental importância para o avanço da sociedade e por isso preparou uma matéria especial para celebrar a passagem desta data. Apresentamos seis mulheres que estão a frente de portais de notícias do Estado do Piauí e desempenham funções de chefia nesse ramo da Comunicação, que é o WebJornalismo. Embora o jornalismo outrora tenha sido predominantemente masculino, essas nordestinas mostraram para o que vieram e enfrentam diariamente os desafios de ser mulher no seguimento da comunicação piauiense.  Participaram de nossas entrevistas as jornalistas Dani Sá (ViAgora), Rose Freitas (VejaPHB), Yala Sena (CidadeVerde), Maria Romero (G1 Piauí), Raísa Brito (GP1) e Ithyara Borges (O Dia). Elas falaram do amor pela carreira e dos desafios desse ramo. Ressalte-se que esta reportagem também é assinada por duas mulheres. Acompanhe!  Conheça 6 mulheres que fazem a comunicação piauiense: Dani Sá é teresinense e iniciou sua carreira há 17 anos. Ela é formada pela Faculdade Santo Agostinho e atuou em diversas áreas da profissão, principalmente no Webjornalismo. Atualmente é chefe de redação no Portal Viagora. Para ela o jornalismo se aperfeiçoa no exercício diário e gosta do trabalho que exerce. “Eu nunca tive dúvidas que estou onde deveria estar, fazendo o que de fato eu nasci para fazer que é jornalismo”, disse. Em uma ótima definição, Dani conta que o jornalismo é procurar o essencial em cada ocorrência. “O jornalismo é a busca do essencial, sem adereços ou adjetivos e acredito que tenha sido isso que me impulsionou a seguir a profissão. Costumo dizer que todo jornalista tem já intrínseco o dom nato, a gente aperfeiçoa esse dom no curso e no exercício diário da profissão”, relata. A editora vê no imediatismo um dos principais desafios do exercício jornalístico em tempos de comunidades virtuais. “O jornalismo policial por si só é imediatista, e daí já começa o desafio, trazer esse imediatismo de forma objetiva e com fonte segura, principalmente diante do advento das redes sociais e disseminação de informações por elas. Diante disso ficou ainda mais desafiador para o jornalismo como um todo e o policial a forma como será retratado e apurado o fato. É importante frisar que o jornalismo policial vai além de noticiar os crimes e as circunstâncias dele, pois traz à tona as discussões de forma abrangente e até subjetiva em torno da segurança pública”. Sá relatou também os casos que mais marcaram sua carreira até aqui. Ela enumerou três. “Ao longo desses anos de profissão tive a oportunidade de participar de três coberturas policiais que chocaram e até hoje chocam a sociedade. Cobri o caso da Fernanda Lages, que foi encontrada morta à época, nas obras do Ministério Público Federal, localizado na avenida João XXIII, zona Leste de Teresina. Outro crime que cobri inclusive indo a cidade e o local onde tudo aconteceu foi o estupro e espancamento coletivo contra três jovens em Castelo do Piauí. Esse crime foi brutal e lembro que fomos até o local de difícil acesso que era o Morro do Garrote onde o fato aconteceu e era devastador ver o quanto além das famílias das vítimas, dos acusados o clamor e abalo que toda a cidade viveu porque marcou realmente pelos requintes de crueldade do caso. Teve também a cobertura de outro crime de grande repercussão que foi uma chacina que aconteceu no município de São Miguel do Tapuio. Um homem matou cinco pessoas no Assentamento Saco do Juazeiro, na localidade Palmeira de Cima, na cidade. Nós também estivemos nessa localidade para apurar de perto como tudo acontece. Esse

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