
A Justiça do Piauí condenou os empresários Pedro de Moura Filho e Maria José Lopes Everton, proprietários de um restaurante de comida japonesa, pelo crime de lavagem de dinheiro.
Também foram condenados pelos mesmos crimes os contadores Geisiel Denis Ferreira de Morais e Orisvaldo Francisco de Morais. O processo teve origem na Operação Polvo, deflagrada em 2020 para apurar suspeitas de fraudes tributárias envolvendo empresas relacionadas ao grupo.
Segundo a decisão judicial, os quatro mantinham uma estrutura organizada para a prática das irregularidades. Conforme o processo, Pedro atuava na movimentação financeira dos negócios, enquanto Maria José participava da administração e da organização dos funcionários.
A sentença aponta ainda que empresas eram registradas oficialmente em nomes de terceiros, embora, na prática, estivessem ligadas ao mesmo grupo empresarial. A Justiça também identificou movimentações financeiras entre as empresas, utilização de procurações e participação de pessoas interpostas.
Para a Justiça, a estrutura teria sido utilizada para dificultar a identificação dos responsáveis pelos negócios e ocultar a origem, a titularidade e a movimentação dos recursos, configurando lavagem de dinheiro.
Pedro de Moura Filho recebeu pena de 5 anos de reclusão e 84 dias-multa, em regime inicial semiaberto. Ele poderá recorrer em liberdade.
Já Maria José Lopes Everton foi condenada a 4 anos de reclusão e 10 dias-multa, em regime inicial aberto. A pena de prisão foi substituída por duas restritivas de direitos, entre elas a prestação de serviços à comunidade.
Geisiel Denis Ferreira de Morais e Orisvaldo Francisco de Morais também foram condenados pelos dois crimes.