
A defesa do DF Group, empresa investigada por suspeita de aplicar golpes em investidores, afirmou que a empresa está impossibilitada de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira em razão das medidas cautelares determinadas pela Justiça. Em nota divulgada nessa terça-feira (15), os advogados alegam que o bloqueio de contas, a suspensão das atividades e a apreensão de documentos inviabilizam o funcionamento da empresa.
Segundo a defesa, enquanto as restrições permanecerem em vigor, não existe viabilidade operacional nem jurídica para reorganizar as atividades do grupo ou retomar o fluxo de pagamentos aos investidores. Os advogados também afirmam que, caso as medidas sejam revistas, a empresa pretende entrar em contato com os clientes para negociar e regularizar as pendências.
Apesar da justificativa apresentada, o delegado Mateus Zanatta, responsável pelas investigações, revelou que ao cumprir as medidas judiciais, a Polícia Civil encontrou apenas R$ 38 na conta bancária de Douglas Fonseca, fundador e CEO do DF Group.
Na mesma nota, a defesa classificou as prisões de Douglas Fonseca e dos demais investigados como “desproporcionais e juridicamente questionáveis”, informando que já busca no Judiciário a revisão das prisões e das demais medidas cautelares.
Os advogados também sustentam que consultores e parceiros da empresa não possuem controle sobre os recursos bloqueados e repudiaram ameaças que, segundo eles, estariam sendo direcionadas a essas pessoas e seus familiares.
O DF Group é investigado pela Polícia Civil pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar novas vítimas e esclarecer o paradeiro dos recursos investidos pelos clientes.